Se está a organizar a visita de família, amigos ou clientes estrangeiros a Lisboa - ou se é você próprio a visitar a partir de outra região do país - é provável que já se tenha deparado com esta dúvida: compensa alugar um carro, ou contratar um motorista privado? Não há uma resposta única. Depende do itinerário, da confiança que se tem a conduzir em terreno pouco familiar, e de quanto tempo da viagem se quer passar ao volante em vez de a aproveitar a paisagem. Eis uma comparação honesta, baseada no que vemos junto de clientes que já experimentaram as duas opções.
O que envolve alugar um carro em Portugal
Alugar carro é fácil de reservar online, e para a viagem certa é uma excelente opção. Mas há pormenores práticos que apanham os visitantes de surpresa mais vezes do que o marketing das rent-a-car sugere:
- Regras de trânsito diferentes. Quem vem de fora, sobretudo de países com prioridade de rotunda diferente ou hábitos de condução distintos, precisa de se adaptar rapidamente - muitas vezes logo no primeiro dia, com fiscalização ativa tanto em autoestrada como dentro das cidades.
- O sistema de portagens. Algumas autoestradas portuguesas funcionam com portagem eletrónica, sem cancela nem posto para pagar no momento - a matrícula é identificada e a fatura chega depois. Um carro alugado precisa de ser registado para este sistema antes de circular nessas vias, normalmente através da rent-a-car, com uma taxa de serviço associada. É um passo fácil de esquecer, e o tipo de coisa que se transforma numa cobrança inesperada semanas depois de a viagem ter terminado.
- Estacionamento no centro de Lisboa. O centro histórico (Alfama, Bairro Alto, partes do Chiado) é construído em colinas, com ruas estreitas, de sentido único e calcetadas, que nunca foram pensadas para automóveis. O estacionamento na rua é limitado e muitas vezes reservado a residentes. Há parques de estacionamento cobertos, mas encarecem o custo diário da estadia, e encontrar lugar perto do alojamento ao fim do dia pode demorar bem mais do que se espera.
- Caução e cartão de crédito. A maioria das rent-a-car exige cartão de crédito (não débito) para reter a caução, e o valor pode ser considerável. Se a viagem for paga só com cartão de débito, ou os custos forem divididos por um grupo, vale a pena confirmar isto antes de chegar ao balcão.
Chegar depois de um voo longo
Há ainda um fator mais difícil de quantificar: o cansaço. Levantar um carro alugado logo depois de um voo longo significa conduzir um veículo desconhecido, em estradas desconhecidas, muitas vezes já de noite ou em trânsito intenso de chegada, com jet lag. O GPS em Lisboa também pode encaminhar o condutor para ruas demasiado estreitas para um carro, sem se aperceber até já estar lá dentro. Nada disto é perigoso com cuidado redobrado, mas é um começo de férias genuinamente stressante, quando a ideia era precisamente o contrário.
A alternativa do motorista privado
Contratar um motorista privado remove cada um destes atritos específicos. O preço fica combinado antes da viagem, por isso não há taxa de portagem inesperada nem fatura de estacionamento para orçamentar depois. Não há sistema rodoviário novo para decifrar, nem procura de lugar perto do hotel ou do próximo monumento. Um motorista local sabe também que rotas evitam o pior trânsito, onde ficam de facto as entradas de sítios como os palácios de Sintra, e consegue fazer várias paragens porta-a-porta no mesmo dia - o que importa quando se quer encaixar mais do que um destino. Para famílias ou grupos, significa ainda viajarem todos juntos, sem precisar de dois carros.
Quando alugar carro continua a ser a melhor opção
Para ser justo com o aluguer: para algumas viagens, é genuinamente a melhor escolha. Quem quer independência total para uma viagem de vários dias pela estrada - por exemplo, percorrer o Alentejo ou a costa do Algarve ao longo de uma semana sem plano fixo, parando onde apetecer - tem no carro alugado uma liberdade que um motorista reservado à partida não consegue replicar. Faz também sentido para quem já está confortável a conduzir fora do seu país, cujo trajeto é sobretudo autoestrada em vez de centros históricos, ou cujo orçamento depende genuinamente do custo mais baixo de um aluguer de vários dias face a vários transfers privados.
Uma forma simples de decidir
Se a maior parte da viagem decorre dentro de Lisboa, com passeios de um dia a Sintra, Cascais ou Évora, um motorista privado remove mais atrito do que custa. Se a viagem for uma verdadeira road trip pelo interior do país, com itinerário aberto, o aluguer de carro tende a ser a opção mais adequada. Muitos visitantes acabam por combinar as duas coisas: motorista privado para os dias em Lisboa e para os transfers do aeroporto, e carro alugado para explorar mais longe durante alguns dias.
Conclusão
Não existe uma resposta universalmente certa, só a resposta certa para a viagem em concreto. Se preferir não lidar de todo com portagens, estacionamento ou estradas desconhecidas, um motorista privado é a opção mais simples - e temos todo o gosto em ajudar a planear. Peça aqui o seu orçamento grátis e respondemos em 48 horas, com preço acordado antes da reserva.